Uma encruzilhada, um ponto riscado e uma entrega.
Um filme sobre o sagrado como potência e como beleza. Roteiro, imagens e cenas construídos com IA generativa; montagem entre IA e After Effects.
Não como folclore ilustrado, mas como o que ele é: fogo, terra, búzios, encruzilhada. Um homem risca um ponto, faz um pedido e paga o que prometeu. A história inteira cabe em três gestos.
Uma regra de luz sustenta o filme: a cena só é iluminada pelo que queima dentro dela — o fósforo, a brasa do cachimbo. Tudo que não é fogo é escuridão. Isso define paleta, contraste e o que o espectador tem permissão de ver.
Benício é gerado uma vez, de vários ângulos, e vira a referência de todas as cenas seguintes. Sem esse passo, cada plano devolve um homem diferente — é o erro mais comum de filme feito com IA, e o mais fácil de evitar.
Cada frame-chave é dirigido como imagem estática: o fósforo, o ponto riscado, a encruzilhada aberta, os búzios caindo, o galo no chão, a partida. Em ordem, os plates são o próprio storyboard — e o filme já se lê aqui.
Cada plate vira plano, e o corte é decidido na montagem: o peso dos búzios tocando o chão, o galo chegando exatamente na virada. A IA gerou os planos. O ritmo é decisão de montagem.
O que a IA não fez: decidir que a cena inicial acabaria só com a luz do cachimbo aceso. Decidir o peso dos búzios tocando o chão. Decidir que o galo chega no corte.