Universo autoral · em desenvolvimento · 2026

Exu Ganhou um Galo

Uma encruzilhada, um ponto riscado e uma entrega.

Ano
2026
Status
Universo autoral, em desenvolvimento
Formato
Curta · 16:9 · 39s
Minha função
Direção, roteiro, direção de arte e montagem

Um filme sobre o sagrado como potência e como beleza. Roteiro, imagens e cenas construídos com IA generativa; montagem entre IA e After Effects.

01 Ideia

Tratar o imaginário afro-brasileiro como material de cinema

Não como folclore ilustrado, mas como o que ele é: fogo, terra, búzios, encruzilhada. Um homem risca um ponto, faz um pedido e paga o que prometeu. A história inteira cabe em três gestos.

02 Conceito

O sagrado como potência e como beleza

Uma regra de luz sustenta o filme: a cena só é iluminada pelo que queima dentro dela — o fósforo, a brasa do cachimbo. Tudo que não é fogo é escuridão. Isso define paleta, contraste e o que o espectador tem permissão de ver.

03 Personagem

Character sheet antes de qualquer cena

Benício é gerado uma vez, de vários ângulos, e vira a referência de todas as cenas seguintes. Sem esse passo, cada plano devolve um homem diferente — é o erro mais comum de filme feito com IA, e o mais fácil de evitar.

04 Plates

O filme aprovado antes de existir movimento

Cada frame-chave é dirigido como imagem estática: o fósforo, o ponto riscado, a encruzilhada aberta, os búzios caindo, o galo no chão, a partida. Em ordem, os plates são o próprio storyboard — e o filme já se lê aqui.

05 Movimento

Da imagem parada ao corte

Cada plate vira plano, e o corte é decidido na montagem: o peso dos búzios tocando o chão, o galo chegando exatamente na virada. A IA gerou os planos. O ritmo é decisão de montagem.

O que a IA não fez: decidir que a cena inicial acabaria só com a luz do cachimbo aceso. Decidir o peso dos búzios tocando o chão. Decidir que o galo chega no corte.