Sessenta segundos, vinte e cinco cartelas, uma personalidade.
Créditos de abertura de uma série original Sony. Criei a direção de arte e todos os style frames da sequência — o sistema visual, a tipografia e cada cartela de crédito.
A série tinha uma voz antes de ter abertura, e os créditos precisavam corresponder a ela sem imitá-la. Sessenta segundos para prometer o tom — e estrutura suficiente para atravessar elenco e equipe inteiros sem que o espectador procure o botão de pular.
O difícil numa abertura não é o primeiro frame, é o vigésimo quarto. Cada cartela precisa parecer o mesmo mundo e ainda assim merecer o próprio tempo. Isso se decide uma vez, no sistema: como a tipografia ocupa o quadro, o que se repete, o que pode mudar.
Elenco, roteiro, música, design, produção executiva, direção geral — cada crédito ganha seu frame, desenhado e aprovado antes de qualquer movimento. Juntos, eles são a sequência: leia em ordem e a abertura já roda na sua cabeça.
Os frames aprovados viram a sequência, no tempo da música. Nada é descoberto aqui — tudo foi decidido nas imagens.
Uma abertura não é enfeite. É a primeira promessa que a série faz para quem assiste.