Abertura autoral · 2026

Marcas do Além

Tudo que passou por aqui deixou marca.

Ano
2026
Status
Série autoral, em desenvolvimento
Formato
Abertura · 16:9 · 69s
Minha função
Conceito, direção, direção de arte, style frames, animação e finalização

Abertura de série autoral, sessenta e nove segundos. Um inventário de vestígios: o que uma casa abandonada guarda quando ninguém está olhando. Conceito, direção, direção de arte, style frames, animação e finalização — tudo meu, de ponta a ponta.

01 A promessa

Evidência, não susto

Folk horror brasileiro contado pelo que ficou para trás. A abertura promete uma série que investiga em vez de assustar — o espectador recebe a prova antes de receber o fantasma, e é convidado a ler a casa como um dossiê.

02 O sistema

Cada plano é uma superfície e uma marca

Uma regra sustenta a sequência inteira: nunca mostrar a presença, só a superfície que ela danificou. Um retrato, vidro, fita, reboco, papel fotográfico, madeira, sal, um assoalho, uma emulsão, uma porta. E as marcas escalam — a sequência abre num retrato de família intacto e fecha num talho rasgando a porta, para que a última cartela chegue com a violência que a primeira só insinuava.

03 Style frames

A casa, superfície por superfície

Onze frames, cada um desenhado como imagem estática antes de qualquer movimento. A virada acontece no nono: a emulsão fotográfica descola do retrato de família e há uma marca riscada no reboco embaixo — o quadro escondia aquilo o tempo todo.

04 Logotipo

A cartela para onde a sequência caminha

Desenhado, não escolhido numa fonte: o título escrito no reboco no mesmo vermelho que as últimas marcas sangram. Todo frame anterior é uma versão menor desse gesto.

05 A sequencia

Sessenta e nove segundos

Construída inteiramente com pipeline generativo e finalizada na mão. O mesmo ofício das aberturas encomendadas acima, com as ferramentas de agora — e desta vez a coisa toda, do primeiro plate até a última gota do logotipo.

A câmera nunca mostra o assombro. Mostra o que o assombro deixou.